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Preguiça ou Procrastinação: Por que temos o costume de adiar as coisas?

Qualquer pessoa pode manifestar esses hábitos, mas é importante saber quando eles se tornam um problema

Têm dias que bate uma preguiça, não é mesmo? Vontade de ficar sem fazer nada, só relaxando ou dormindo. Realmente alguns momentos de preguiça são uma delícia e podem ser revigorantes, mas se eles forem duradouros pode ser que não seja mais preguiça e sim procrastinação.

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Procrastinar é adiar constantemente uma tarefa, compromisso, decisão ou qualquer outra atividade que não seja do seu interesse ou que envolva situações que você não queira enfrentar. Pode ser também o nosso famoso deixar tudo para a última hora. Ela é diferente da preguiça porque, nesse caso, é baseada em ansiedade, comportamento de fuga, estresse, bloqueio emocional, insegurança, sabotagem e dificuldade em cumprir metas e atingir objetivos. Deixar tudo para depois pode esconder o medo de falhar ou fracassar.

A procrastinação leva a pessoa a adiar momentaneamente o que deve fazer, mas dali a um tempo ela vai e faz o que tem para fazer, mesmo com muito sofrimento, diferente do preguiçoso que não sofre, mas também não faz.

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Esse sofrimento acontece devido às emoções que aquela atividade provoca no indivíduo. Por exemplo, se uma pessoa se sente insegura ao falar em público e tem que fazer uma apresentação, vai adia-la o máximo possível. Talvez na vã esperança de adquirir segurança até o evento ou que ela seja cancelada ou ainda que até lá encontrem outra pessoa para apresentar no meu lugar.

Essa falta de disposição na verdade é como se fosse uma proteção para situações que geram incômodo. Sendo assim, as pessoas adiam para adiar o próprio sofrimento. Na prática essa teoria é um pouco diferente e não funciona tão bem, porque evitar o sofrimento gera um sofrimento enorme! Muitas vezes até maior do que seria passar pela situação.

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Uma pessoa insegura evita ao máximo conversar com o chefe sobre os seus resultados achando que vai ser mal avaliado, que tem um performance ruim e etc..., e quando inevitavelmente a reunião chega o chefe é super tranquilo, se mostra preocupado com você e disposto a ajudar em alguns itens e contente com o resultado em outros e você sai da reunião aliviado. A espera pela reunião e a fuga dela geraram mais sofrimento do que ela em si.

Como diferenciar preguiça de procrastinação

Para reconhecer e diferenciar se é preguiça ou procrastinação, observe as suas emoções. Na preguiça a pessoa opta por não fazer nada por escolha, naquela hora não está com vontade, mas depois se quiser e quando quiser vai lá e faz.

Em geral os preguiçosos estão mais interessados em fazer o que querem e por isso não se preocupam com responsabilidade, compromisso e com as pessoas a sua volta. Na preguiça não existe angústia, estresse, cobrança ou sofrimento.

Um ponto importante que a preguiça pode revelar, é a falta de objetivo da pessoa. Ela espera pouco da vida, não faz planos e não vai atrás dos seus objetivos. Dependendo do contexto, essa pessoa pode também esperar que os outros façam quase tudo por ela e acabam não tendo muito poder de escolha ou decisão.

Quando procurar ajuda

A pessoa deve procurar ajuda quando perceber que a preguiça está durando um longo período, quando não consegue encontrar motivação para realizar as tarefas e quando sentir a sua vida parada, ?no automático? e sem grandes motivações ou aspirações.

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Já o procrastinador deve procurar ajuda para lidar com a insegurança, medo, dificuldade com erro e outros sentimentos angustiantes que o estejam impedindo de realizar as tarefas cotidianas.

Ter alguns momentos para relaxar é uma delícia, mas não conseguir realizar nenhuma tarefa pode ser angustiante.