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DSTs afetam a fertilidade feminina

O número de jovens infectados vem aumentando e pode prejudicar possibilidade de gestação

Os jovens brasileiros estão recebendo cada vez mais informações em relação às formas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Segundo uma pesquisa do Ministério da Saúde, realizado em parceria com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e com apoio do Ministério da Educação, 89,1% dos adolescentes dizem ter recebido algum tipo de orientação sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e 69,7% dos entrevistados sabiam que é possível adquirir preservativos gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

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No entanto, mesmo com a informação em mãos, a população mais atingida pelas DST é formada por jovens em idade reprodutiva. Ocorrem, no mundo, cerca de 340 milhões de casos de DST por ano, dos quais mais de 10 milhões estão no Brasil. Consideradas como um dos problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo, algumas dessas infecções (causadas por vírus, fungos, protozoários e bactérias) afetam significativamente a saúde sexual e reprodutiva feminina, principalmente quando não tratadas. Dentre essas doenças se destaca a clamídia, a DST mais prevalente no mundo. Entre as principais consequências, é possível ressaltar a gravidez ectópica e a infertilidade.

As doenças sexualmente transmissíveis estão entre as principais causas de busca por assistência no mundo, com grandes consequências econômicas, sociais e sanitárias. O problema é que muitas vezes essas infecções são silenciosas. Algumas dessas doenças afetam significativamente a saúde sexual e reprodutiva feminina e tornam o organismo mais vulnerável a outras doenças.

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Sexo seguro é a melhor forma de prevenção

Usar preservativos em todas as relações sexuais é o método mais eficaz para a redução do risco de transmissão das DST. Além de prevenir contra doenças, ele ajuda a manter a mulher saudável do ponto de vista reprodutivo. No caso de infertilidade, as infecções que mais podem afetar são aquelas que atuam sobre as tubas uterinas, estrutura que transporta o espermatozoide ao óvulo e leva o embrião ao útero.

Algumas bactérias mais agressivas provocam uma Doença Inflamatória Pélvica (DIP) causando dilatação e posterior obstrução tubária. Entre as mais frequentes estão a bactéria gonococo (causador da gonorreia) e a clamídia que pode ser totalmente assintomática e obstruir as tubas.

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A boa notícia é que grande parte das DST tem tratamento e, se descoberta ainda no início, não costuma ter graves consequências. A melhor forma de detectar se você se contaminou é, no caso de uma relação desprotegida, procurar o seu médico. Faça isso o mais rápido possível para que a doença seja tratada logo no início e não acabe ou adie o seu sonho de ser mãe.

Conheça como as principais doenças sexualmente transmissíveis podem dificultar uma possível gravidez:

HPV

Sintomas: Causada pelo Papilomavírus humano, a doença traz manchas esbranquiçadas ou verrugas róseas ou acinzentadas no aparelho genital feminino e masculino, assim como coceira na vulva e dor durante a relação sexual.

Transmissão: Relações sexuais, contato com a pele de portadores de verrugas do HPV.

Tratamento: Cauterização elétrica com bisturi, crioterapia e cauterização por laser.

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Complicações: Em 95% dos casos, o HPV está associado a casos de câncer de colo de útero. O vírus também pode causar a proliferação das verrugas na vagina, na região anal ou no períneo.

Sífilis

Sintomas: Primeiro aparecem bolhas de casco duro, indolores, na região genital. Em seguida, surgem manchas rosadas, na palma das mãos e na planta dos pés e os gânglios da virilha ficam inchados.

Transmissão: Por relação sexual, transfusão de sangue ou de mãe para o feto.

Tratamento: Antibióticos.

Complicações: Gestantes com a bactéria podem sofrer parto prematuro e aborto ou o bebê pode ter alguma malformação. Por isso, é importante fazer este exame no pré-natal. A doença também atinge o sistema nervoso central e o coração.

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Gonorreia

Sintomas: Corrimento amarelado com pus, ardor na hora de fazer xixi, coceira e dor na região pélvica.

Transmissão: Sexual, se o parceiro está infectado, o risco de contrair a doença chega a 90%.

Tratamento: Antibióticos via oral.

Complicações: Se a mulher não se tratar, a bactéria pode subir pelo canal cervical e se alojar na região do útero, inflamando órgãos da pelve. A doença pode causar infertilidade ou aborto espontâneo. Em cerca de 20% das mulheres, provoca algum tipo de doença nas trompas.

Clamídia

Sintomas: Estima-se que em 70% dos casos os sintomas não aparecem. Algumas pessoas sentem ardor na uretra e na vagina e têm corrimento com o aspecto de clara de ovo. Podem ocorrer dores durante a relação sexual.

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Transmissão: Sexual, outros tipos da bactéria, transmitidas pelo ar, causam pneumonias e infecções.

Tratamento: Antibióticos.

Complicações: Inflamações dos órgãos da pelve (útero, ovário, bexiga e parte do intestino grosso), infertilidade (na mulher e no homem), parto prematuro.

Herpes genital

Sintomas: Pequenas bolhas aparecem principalmente na parte externa da vagina e na ponta do pênis, que viram feridas e causam dor.

Transmissão: Pelo líquido que sai das feridas durante sexo oral, vaginal e anal.

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Tratamento: Não há cura, mas controle, medicamentos de via oral ou em pomada ajudam a aumentar a imunidade e tornar as crises menos frequentes. Quando o organismo está mais enfraquecido, a herpes pode aparecer.

Complicações: Aborto, parto prematuro, infecção do útero. Na gravidez, o sistema nervoso do bebê pode ser atingido.