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Fibrilação atrial: entenda a importância do tratamento adequado

Se não for diagnosticada e tratada, este tipo de arritmia cardíaca pode levar a um AVC isquêmico

Médico examinando o paciente - Foto: Shutterstock
O check-up é importante para diagnosticar fibrilação atrial sem sintomas

Palpitações em que é possível perceber que os batimentos do coração estão fora do ritmo normal, falta de ar, tontura, fraqueza, fadiga: quando estes sintomas se manifestam em conjunto e insistentemente, a melhor decisão é consultar um cardiologista para checar o que está acontecendo. Existe a possibilidade de se tratar de uma arritmia chamada fibrilação atrial (FA).

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A fibrilação atrial é uma arritmia cardíaca causada pela má interação entre as partes elétrica e mecânica do coração. Nesse caso, os batimentos cardíacos, em vez de seguirem o fluxo normal - nó sinusal, átrios e ventrículos, nesta ordem -; começam pelos átrios, ou seja, eles pulam a primeira etapa de forma abrupta.

O resultado? "O coração pode acelerar muito, os batimentos ficam descompassados e os átrios não conseguem contrair direito, fazendo com que o sangue circule de maneira mais lenta nestas câmaras do coração. Além disto, a perda da contração efetiva dos átrios pode comprometer a circulação sanguínea como um todo, prejudicando a irrigação dos órgãos", explica o cardiologista José Rocha Faria Neto, professor titular da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

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Este mau funcionamento pode levar à formação de coágulos no coração que, se deslocados até o cérebro, podem resultar em um AVC isquêmico, popularmente conhecido como derrame. Daí a importância de detectar e tratar a fibrilação atrial o quanto antes.

Felizmente, o diagnóstico e o tratamento da fibrilação atrial são bastante simples.

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Formas de diagnosticar a fibrilação atrial

Os exames que detectam a fibrilação atrial são o eletrocardiograma e o Holter de 24 horas. Em casos clinicamente simples de fibrilação atrial, em que ela é contínua, o eletrocardiograma encontra facilmente a alteração no ritmo cardíaco e a primeira etapa do diagnóstico está completa.

Mas, em algumas pessoas, a doença ocorre em episódios - é a fibrilação atrial paroxística -, e eles podem não se manifestar durante a realização do eletrocardiograma. Para esses casos, é necessária a execução de um Holter 24 horas. "O exame grava o ritmo do coração por 24 horas e mapeia a arritmia neste intervalo", afirma o cardiologista.

Há, ainda, os casos de indivíduos que têm fibrilação atrial sem sintomas. Neles, o diagnóstico acaba sendo concretizado apenas no check-up de rotina, quando o médico solicita uma bateria de exames que auxiliam no diagnóstico da arritmia.

Uma vez detectada a fibrilação atrial, parte-se para a segunda parte do diagnóstico, que é a checagem do risco de formação de coágulos por meio de uma tabela com pontuação de escore própria para essa finalidade.

Tratamento para a fibrilação atrial

Todos os casos de fibrilação atrial podem precisar, em primeiro lugar, de tratamento para o controle do ritmo cardíaco. Esse tratamento será determinado pelo médico, mas inicialmente podem ser prescritos medicamentos diários para desacelerar o batimento irregular e impedir que a fibrilação atrial retorne.

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Além do medicamento para conter a fibrilação atrial, alguns pacientes podem apresentar risco de formação de coágulos e, para essas pessoas, o cardiologista José Rocha Faria Neto explica que pode ser receitado um tratamento anticoagulante que deve ser tomado diariamente.

Um exemplo de tratamento anticoagulante é a Dabigatrana, que impede a formação de coágulos no coração do paciente. Com o uso do medicamento, o risco de AVC isquêmico como consequência da fibrilação atrial é substancialmente reduzido.

O anticoagulante, no entanto, pode ser uma preocupação em casos de emergência, como uma cirurgia não prevista, um acidente doméstico, já que o sangue perde sua capacidade de coagulação normal.

Nos casos em que a coagulação precisa retornar à normalidade, é possível interromper o efeito anticoagulante de Dabigatrana com seu agente reversor, o Idarucizumabe. Ele é aplicado em ambiente hospitalar e faz efeito em questão de minutos, trazendo maior segurança em procedimentos emergenciais.

Outros anticoagulantes disponíveis no mercado que não contêm um agente reversor precisam de 48 horas para ter seu efeito anticoagulante cessado.

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