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6 sintomas da fibrilação atrial que não devem ser ignorados

Descompasso nos batimentos do coração e falta de ar são alguns dos sinais desta arritmia cardíaca

Homem com a mão no peito - Foto: Shutterstock
Homem com a mão no peito - Foto: Shutterstock

O coração de quem tem fibrilação atrial bate de forma diferente da normal. No caminho convencional, o estímulo para os batimentos inicia no nó sinusal, passa para os átrios e, então, para os ventrículos. Em vez de seguirem a rota, conforme explica o cardiologista José Rocha Faria Neto, professor titular da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), "os batimentos cardíacos dos pacientes com esta doença começam direto nos átrios, com múltiplos estímulos elétricos".

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Trata-se, portanto, de uma arritmia cardíaca - e, como tal, pode tornar o bombeamento de sangue para o organismo insuficiente. Com isso, surgem sintomas relacionados tanto ao descompasso cardíaco quanto à circulação mais lenta do sangue. E negligenciar esses sintomas é perigoso. Isso porque a evolução da doença sem controle e tratamento resulta em um grande risco de AVC isquêmico, o popular derrame.

A circulação mais lenta do sangue aumenta a possibilidade de formação de coágulos no coração. Ao se soltarem, esses coágulos podem parar em qualquer parte do organismo e entupir uma artéria. Se isso ocorrer no cérebro, o resultado será um AVC isquêmico.

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A seguir, José Rocha Faria Neto explica quais são os sinais de fibrilação atrial. Fique atento a eles e, se os notar em conjunto e insistentemente, procure um cardiologista o quanto antes.

1 - Palpitações no peito

Como o estímulo para os batimentos nasce em locais variados do átrio, os batimentos cardíacos ficam descompassados e o ritmo do coração pode ficar acelerado. É sentida, de uma hora para outra, uma palpitação fora do normal e sem motivo aparente (a pessoa não está praticando esporte nem fazendo esforço físico, por exemplo).

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2 - Falta de ar

O coração pode ficar tão acelerado que pode haver uma redução da função cardíaca, o débito cardíaco. Este quadro pode levar à respiração mais curta e, em seguida, à falta de ar.

3 - Forte tontura

Como consequência da redução da função cardíaca, a forte tontura é um sintoma importante da fibrilação atrial. Dependendo de sua intensidade, ela pode inclusive causar um desmaio.

4 - Fraqueza

A circulação mais lenta faz com que o bombeamento de sangue para a irrigação dos órgãos seja menos efetivo e o funcionamento do organismo fique deficiente. Aos poucos, isso causa fraqueza no corpo.

5 - Fadiga

Tal como a fraqueza, a fadiga em pessoas com fibrilação atrial é causada pela irrigação pouco efetiva dos órgãos, devido à circulação mais lenta do sangue no organismo.

6 - Dor no peito

Também chamada de angina, a dor no peito ocorre em pacientes com fibrilação atrial por causa da redução do fluxo de sangue nas artérias coronarianas. Este é um sintoma que requer a busca imediata por auxílio médico, pois pode sinalizar um ataque cardíaco em andamento.

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Fibrilação atrial sem sintomas

Em alguns casos, o paciente não tem nenhum sintoma de fibrilação atrial. "Ela acaba sendo descoberta no check-up de rotina, por meio de um eletrocardiograma ou de um Holter de 24 horas", conta o cardiologista.

O Holter é especialmente importante porque alguns pacientes, apresentando ou não sintomas, têm episódios de fibrilação atrial que não ocorrem exatamente no momento do eletrocardiograma. "É a chamada fibrilação atrial paroxística", esclarece o médico, que conta que, como o exame grava o ritmo do coração por 24 horas, a arritmia tem mais chance de ser detectada neste intervalo e o melhor tratamento poderá ser indicado.

Tratamento com anticoagulante

Uma das medidas para o tratamento da fibrilação atrial pode ser iniciar o controle do ritmo cardíaco. Outro foco do tratamento pode incluir a administração de medicamentos anticoagulantes para prevenir a formação de coágulos.

Alguns cardiologistas têm o receio de que o medicamento anticoagulante possa ser um problema em casos de emergência médica pelo risco de sangramento mais intenso. Entretanto, em episódios como a necessidade de uma cirurgia imediata ou perda significativa de sangue em um acidente, por exemplo, o efeito anticoagulante de medicamentos como a Dabigatrana pode ser interrompido em poucos minutos com a administração do seu agente reversor, o Idarucizumabe. O agente reversor diminui esse risco de sangramento excessivo em situações de emergência, trazendo mais segurança para o paciente.

"As últimas novidades em cardiologia prometem proteger o paciente contra esses riscos: a Dabigatrana, por exemplo, indicada para prevenir o AVC em pacientes com fibrilação atrial, promove uma anticoagulação eficaz e previsível, reduzindo significativamente o risco de AVCs e trombose, e pode ter seu efeito revertido imediatamente em caso de sangramentos fortes pelo Idarucizumabe, agente reversor que interrompe o efeito anticoagulante em minutos", afirma Rocha.

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Vale ressaltar que o agente reversor Idarucizumabe é específico para pacientes que fazem tratamento com o anticoagulante Dabigatrana. "Sem um agente reversor, o efeito do medicamento anticoagulante pode levar até 48 horas para passar", afirma o cardiologista.